segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ROBERTO RUMO ÀS ESTRELAS




ROBERTO RUMO ÀS ESTRELAS


Ah, Roberto
como chora minh´alma diminuta
perante a infinitude de tua morte

Ah, Roberto
como é absurdo
sejas dos vivos excluido
jovem e súbito
na vastidão do teu sorriso

Ah,Roberto
teu nome repito e busco
da tua face a lembrança clara
exuberante de viço

Desolado amanhã
sem tua sensível vizinhança
sem tua música submetida
ao úmido tremor da tua mão

Sabendo do grito de Merisa
dois vazios cravados no ventre
mesmo sua força de navio
e
de Cristina a pálida tristeza
flor, delicada flor,serena
em sua dor quase menina

Choro nessa hora dura
-cinco badaladas de bronze
anunciam
teu vôo rumo às estrelas-
e comigo chora o homem
seu trágico destino

                                                                               Copacabana, 06-09-98

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