segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Para Gilberto Gil ADEUS AO FILHO
Morreu um deus
nascido de tua costela
sopro azul
de tua voz
Luz e sombra
ponte e torre
ontem
não mais que
ontem...
Hoje
amanheceu
sem futuro
teu tronco pende
vulnerável e
oco
Desmedido o grito
-de cristal-
que te esgota
Caminhas pelo deserto
Tua dor o vela
fosses a mãe:
és o pai
Órfão de teu
próprio filho
choras
como choram as lobas
as gaivotas cegas
Aquieta-te
repousa em meu peito
desfeito em palavra
Tua dor
é minha
do mundo
nossa...tanta...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
SEMPRE
SEMPRE ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário